Histórico


Diante dos recentes eventos, identificou-se a necessidade de elevar a importância da gestão de riscos no cenário mundial. O risco assumiu posição de destaque, seguindo-se aos acontecimentos como colapsos, socorros emergenciais, disputas judiciais, etc.

Em 1974, foi criado o Comitê da Basiléia. Na década de 80, os índices de capital dos principais bancos internacionais estavam se deteriorando. O Comitê resolveu estancar a erosão dos padrões de capital e trabalhar para uma maior convergência na medição da adequação de capital das instituições financeiras.

No Brasil, a implementação do Acordo de 1988 começou em agosto de 1994, com a publicação da Resolução CMN nº 2.099. Em dezembro de 2004, o Banco Central do Brasil divulgou o Comunicado nº 12.746, sobre os procedimentos para a implementação da nova estrutura de capital - Acordo da Basiléia II e posteriormente, em junho de 2006, a Resolução nº 3.380, que determina às instituições a implementação de uma estrutura de risco operacional (Gerenciamento de Riscos Operacionais - GRO).

Tais mecanismos implicam na criação de uma estrutura normativa que regule matérias como controles internos e critérios para alocação de capital.

Risco e Risco Operacional


Risco está relacionado à escolha, não ao acaso, pois decorre da incerteza inerente aos eventos que podem trazer conseqüências (ganhos e perdas) sobre as decisões tomadas diariamente pela Organização. Risco não deve ser confundido como sendo a ausência/não-execução de um controle.

Segundo a Resolução nº 3.380/06 do Banco Central do Brasil define-se como risco operacional a possibilidade de ocorrência de perdas resultantes de falha, deficiência ou inadequação de processos internos, pessoas e sistemas ou de eventos externos. Inclui também o risco legal associado a inadequação ou deficiência em contratos firmados pela instituição, bem como a sanções em razão de descumprimento de dispositivos legais e a indenizações por danos a terceiros decorrentes das atividades desenvolvidas pela instituição.

Atividades de Gestão de Riscos


O gerenciamento dos riscos da Agência tem como principal objetivo, contribuir com atividades de identificação de eventos, avaliação dos riscos, definição da estratégia de gerenciamento e monitoramento contínuo do grau de exposição.


Controles Internos

Os objetivos da estrutura de controles internos são garantir o efetivo gerenciamento dos riscos internos e externos à Agência e, assegurar a eficiência e eficácia das operações, bem como assegurar a qualidade e integridade no registro das transações, além de proporcionar confiabilidade no preparo das demonstrações financeiras. O estabelecimento de controles internos é fundamental para a gestão eficiente do risco operacional. Um efetivo sistema de controles internos reduz a probabilidade de erros humanos e irregularidades em processos e sistemas.


Governança Corporativa

Permite aos acionistas o governo estratégico de sua empresa e o efetivo monitoramento da Diretoria Colegiada. As ferramentas que garantem o controle da gestão são o Conselho de Administração, a Auditoria Independente e o Comitê responsável pelo gerenciamento dos riscos e  controles internos.

Estrutura Organizacional


A Desenbahia optou por uma instância única responsável pela gestão de riscos, sendo as atividades de risco de crédito e mercado segregadas das atividades de risco operacional, ainda que ambas estejam subordinadas a uma mesma gerência. Com este formato evidencia-se um comprometimento com as melhores práticas de governança corporativa e atendimento as regras de segregação de funções que definem claramente as responsabilidades entre as atividades de decisão, execução e controle em toda a instituição, valorizando a gestão integrada dos riscos.

Considerando que o processo de Gestão de Risco  requer o desenvolvimento de uma cultura de controles e avaliação periódica de riscos, a estrutura organizacional que compõe esse processo envolve todas as suas unidades de negócio e são conduzidas pela Gerência de Riscos (GRI) através da Unidade de Risco Operacional (URO) com o apoio da Gerência de Processos e da Auditoria Interna.  A função dessa estrutura é orientar a Desenbahia na identificação e no gerenciamento dos focos geradores dos riscos, bem como assessorar na definição de procedimentos para o monitoramento contínuo da aderência das atividades operacionais às políticas, às leis e às regulamentações vigentes e do grau de exposição aos riscos, minimizando-os e otimizando recursos para suportar incidentes não previstos.

A Gestão dos Riscos tem por objetivo garantir segurança e transparência nas operações, monitorando continuadamente os riscos e controles, a fim de reduzir a probabilidade de que os riscos se materializem, ou de amenizar seu impacto, Desta forma, com a utilização da estrutura organizacional, do suporte metodológico e de ferramentas adequadas, a agência tem como principais benefícios:

a) implementação de estrutura de controles que possibilite aos gestores da Desenbahia concentração nas atividades de gestão e gerenciamentos dos riscos do negócio;

b) conscientização da Agência sobre a importância dos conceitos de gerenciamento de riscos como instrumento de vantagem competitiva;

c) identificação preventiva e abrangente dos riscos de negócios;

d) aumento da produtividade dos trabalhos das auditorias;

e) aumento da segurança no acesso à documentação;

f) melhora na gestão de falhas e incidentes operacionais;

g) redução de fraudes e perdas operacionais;

h) aumento da integração entre as áreas da Instituição;

i) disseminação da auto-avaliação de riscos e controles;

Modelo de Gerenciamento de Riscos


O modelo de Gestão de Riscos adotado pela Agência de Fomento do Estado da Bahia S.A. para monitorar suas atividades e seus sistemas de informações financeiras, operacionais e gerenciais, procura assegurar que:

• Os riscos operacionais inerentes às atividades da Desenbahia sejam identificados, avaliados e minimizados em um nível aceitável, conforme acordado com a Alta Administração.

• A estrutura de controles internos seja continuamente revisada, considerando os riscos existentes nos processos de negócio, minimizando os custos associados a riscos não controlados e/ou atividades de controle desnecessárias.

• Os potenciais conflitos de interesse sejam identificados e os riscos associados sejam minimizados, por meio da implementação de medidas para segregação de funções e/ou monitoramento das atividades.

• Todos os gestores e funcionários compreendam claramente os objetivos do processo de GRO e os papéis, funções e as responsabilidades atribuídas aos diversos níveis hierárquicos da Desenbahia, gerenciando os riscos inerentes às atividades em que atuam.

• As recomendações dos gestores sejam devidamente implementadas (desde que avaliadas e aprovadas pela Diretoria Colegiada e/ou Conselho, dependendo de seu impacto), com o objetivo de minimizar o risco operacional de os procedimentos da Desenbahia estarem em não-conformidade com as leis e os regulamentos (internos e externos), especialmente nos casos em que haja exposição a multas e/ ou sanções de órgãos reguladores.

• Os objetivos estratégicos da Desenbahia sejam atendidos.

• A Desenbahia atenda aos critérios regulamentares vigentes.

 

Visão

Auxiliar a Desenbahia na identificação e no gerenciamento dos focos geradores dos riscos, bem como assessorar na definição de procedimentos para o monitoramento contínuo da aderência das atividades operacionais às políticas, às leis e às regulamentações vigentes e do grau de exposição aos riscos, minimizando-os e otimizando recursos para suportar incidentes não previstos.

Missão

A Unidade de Risco Operacional, na função de Gestor de Risco Operacional, deve ser o elo entre as áreas operacionais, as áreas de apoio, a Alta Administração e o ambiente regulatório, a fim de minimizar a exposição aos riscos, de acordo com as diretrizes da Desenbahia, bem como auxiliar a Alta Administração com informações confiáveis e necessárias à tomada de decisão, a fim de mitigar os riscos operacionais, mantendo-se em conformidade com as políticas internas e com as regulamentações publicadas pelos órgãos reguladores.

Metodologia para Gerenciamento dos Riscos


A metodologia adotada pela Desenbahia para gestão de riscos é um modelo de gestão integrada dos riscos (Crédito, Mercado, Operacional, etc) e contempla oito componentes associados aos objetivos (Estratégicos, Operacionais, Reporte de Informações e Conformidade), às unidades, aos processos e às atividades da Agência, acompanhando a estrutura sugerida pelo COSO - COMMITTEE OF SPONSORING ORGANIZATIONS OF THE TREADWA.

O Processo de Gestão de Riscos da Desenbahia pode ser assim visualizado:




O Conselho de Administração (CAD) é responsável pelas informações aqui divulgadas.
Recursos destinados à realização das operações da empresa, tais como compra de mercadorias, matérias-primas, formação e reposição de estoques, despesas administrativas, etc.

Recursos destinados à aquisição de máquinas e equipamentos, construção civil, instalações e montagens, veículos utilitários, móveis e utensílios e demais itens necessários ao funcionamento da empresa.

Investimento fixo com financiamento para capital de giro associado.

   
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