Crédito amplia postos de trabalho

As principais linhas de crédito operadas pela Desenbahia possibilitaram a criação e/ou manutenção de 2.470 postos de trabalho, de janeiro a julho deste ano, segundo o balanço operacional da agência. O número equivale a um crescimento de aproximadamente 60% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram gerados/mantidos 1.553 postos.

Os programas que mais contribuíram para esse crescimento foram o CrediBahia, voltado para o microcrédito, Protáxi (financiamento de táxis) e Credifácil (micro e pequenas empresas), que contabilizaram um total de 1.982 postos. Em seguida aparecem as linhas repassadas do BNDES, com 247, e a carteira de recursos próprios da Desenbahia (241), representada por financiamentos ao setor público, via Pró-Municípios e Produr. Os dois programas dão apoio creditício à implantação de infra-estrutura física e de serviços nos municípios baianos.

Mantidos pelo Fundo de Desenvolvimento Econômico e Social do Estado da Bahia (Fundese), os programas CrediBahia, Protáxi e Credifácil tiveram 2.015 projetos aprovados nos primeiros sete meses deste ano, correspondendo à aplicação de R$ 10,6 milhões, frente a 1.081 projetos e R$ 9,2 milhões aplicados nos mesmos meses de 2003.

O setor público ampliou a quantidade de projetos aprovados de oito, de janeiro a julho de 2003, para 17 neste ano, investindo R$ 7,6 milhões nos programas de infra-estrutura Produr e Pró-Municípios. No ano passado, as aplicações ficaram em R$ 2,8 milhões.

O aumento deve-se ao fato de os programas serem relativamente novos – foram implementados a partir de 2002 – e terem a liberação dos recursos condicionada à autorização da Secretaria do Tesouro Nacional, responsável pelo controle do endividamento das prefeituras em todo o país. Somente a partir do final do ano passado foi intensificado o processo de autorização. Quanto à carteira BNDES, apresentou uma redução de 30% no número de postos de trabalho gerados, que caiu de 314 para 247. Os financiamentos também caíram, de R$ 4,2 milhões para R$ 1,27 milhão.

No cômputo geral, os principais programas geridos pela Desenbahia registraram um aumento de 69,7% no volume de aprovações nos sete meses em análise, em relação a igual período de 2003, contabilizando 2.035 projetos aprovados. As liberações somaram 2.002 projetos (variação de 65,7%). Em termos de valores, os projetos aprovados totalizaram R$ 19,5 milhões (crescimento de 20,4%) e as liberações R$ 31,9 milhões, 11,8% a mais. A área mais beneficiada foi a de comércio e serviços (53,3%), seguido pelo setor público (39,1%), indústria (5,9%) e rural (1,7%).

“Os números mostram a consolidação do novo perfil da instituição, voltado para o estímulo à micro e à pequena empresa. Mas ainda há um longo caminho a trilhar”, disse Vladson Menezes, afirmando que esse caminho passa pelo apoio aos APLs e às pequenas empresas de base tecnológica, “o que já vem sendo feito”.

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